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Home Locais e Regionais

Agropecuarista é denunciado por trabalho escravo em Marcelino Ramos

de Admin
4 de fevereiro de 2014
news Locais e Regionais
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erva mate 1 INTERNA
Foto ilustrativa

O Ministério Público Federal em Erechim denunciou um agropecuarista de Marcelino Ramos por submeter diversos trabalhadores à uma suposta condição análoga à da escravidão. Os trabalhadores rurais haviam sido convocados para trabalhar na colheita de erva-mate na agropecuária de propriedade do denunciado. O flagrante ocorreu por meio de fiscalização realizada pelos Auditores-Fiscais do Trabalho. Segundo a denúncia, assinada pela procuradora da República Cinthia Gabriela Borges, o proprietário rural denunciado, dono e administrador da agropecuária, mantinha os trabalhadores em alojamentos coletivos sem condições mínimas de higiene, conforto e salubridade.

O relatório de fiscalização, com base no depoimento das vítimas, revela que no local não havia camas e que os colchões utilizados tinham péssimas condições. A única cozinha era improvisada ao lado de um esgoto a céu aberto. Não havia banheiro e chuveiro no local, sendo disponibilizada aos trabalhadores, homens e mulheres, uma única latrina. Ainda conforme o documento, os trabalhadores faziam a higiene pessoal em um lago localizado aos fundos do alojamento.

De acordo com o relatório de fiscalização, em contrapartida ao trabalho, cada obreiro recebia R$ 1 por arroba de erva-mate colhida. Não havia formalização de contrato de trabalho e tampouco eram fornecidos aos trabalhadores equipamentos de proteção individual – EPI, como botas de cano longo, luvas, chapéu, apesar dos riscos a que eram expostos no desempenho do trabalho. A pena para o crime de redução a condição análoga à de trabalho escravo pode chegar a oito anos de reclusão, mais multa. Já para o descumprimento de direitos trabalhistas, a pena pode alcançar dois anos de detenção, além da pena de multa.

 Nota da redação
Alguns veículos da comunicação da região e do Estado deram publicidade ao nome da agropecuária. Seguindo uma linha editorial, o Portal de Marcelino respeita o artigo da Constituição Federal que trata da presunção da inocência. Ou seja, todos somos considerados inocentes até que prove ao contrário. Para evitar uma condenação pública sumária, com a divulgação do nome, manteremos nossa posição de só levar o nome ao conhecimento da opinião pública após o processo transitado em julgado. Poderemos ser alvo de críticas, mas a medida é preventiva e cautelosa por envolver uma empresa que gera emprego e renda em nosso município. (Marcelo Santos)

Artigo 5º  – Presunção da inocência
O princípio da presunção de inocência é um instituto previsto no artigo 5º, inciso LVII da Constituição Federal de 1988. Refere-se a uma garantia processual atribuída ao acusado pela prática de uma infração penal, oferecendo-lhe a prerrogativa de não ser considerado culpado por um ato delituoso até que a sentença penal condenatória transite em julgado. Esta situação, em tese, evita a aplicação errônea das sanções punitivas previstas no ordenamento jurídico. Ainda garante ao acusado um julgamento de forma justa em respeito à dignidade da pessoa humana.

Fonte: https://www.radioguaiba.com.br/Noticias/?Noticia=515806
(Rádio Guaíba)

 

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Comments 1

  1. larissa says:
    13 anos atrás

    Me causa espanto a maneira árdua de como um meio de comunicação seje portal ou tv, jornal tem a força e a potencia voraz em julgar uma empresa local sem de fato saber de como ela procede diariamente. A força das palavras as vezes causam dor e podem ter consequências irrevercíveis…
    Seria mais prudente talvez ouvir a parte ao inves de ajudar a derrubar a casa .
    Seremos sensato, caso o resultado final nâo seja este como será??? eles terâo vez e voz??????
    Ora , estamos falando d uma empresa grande de nosso município, que gera emprego, paga impostos e do nada depois de anos é denunciada. E antes estavam eles trabalhando como????
    Que país é este gente, onde quem trabalha vai pra cadeia e quem e o resto, vive de bolsa…
    Porque depois de tanto tempo de trabalho essas pessoas não querem vínculo com a empresa, sabe porquê???? perde a bolsa, bolsa gáz, bolsa família, bolsa baile, bolsa cerveja enfim eles preferem não ter vínculo para não estarem impedidos de receber ou estar cadastrados nas tais bolsas. En tão o governo federal, esse sim deveria ser questionado pelo portal, para explicar a má fé que a bolsa trás para esses trabalhadores… ou faze loa refletir sobre suas consequências.

    Responder

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